O REI VAI NU

Os contos de Hans Christian Andersen empolgantes e misteriosos, encerram uma magia intemporal que tem encantado crianças e adultos ao longo dos anos, histórias mágicas que constituem um estímulo para a imaginação de todas as gerações.

É o caso de “O REI VAI NU”, o conto que Fernando Gomes adaptou e encenou, para ser levado a cena no TEATROESFERA, dando assim continuidade a um projecto destinado às crianças e que com a apresentação de vários espectáculos entre os quais “JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO”, “PINÓQUIO”, “CAPITÃO MIAU MIAU”, etc, tem obtido óptimos resultados e um especial interesse por parte das Escolas. Uma fantasia musical apresentada ao público com magia, humor e belíssimas canções que agrada tanto a miúdos como a graúdos! E sempre com a principal preocupação de transmitir valores essenciais, incentivar à leitura, (O REI VAI NU faz parte do plano nacional de leitura), ao gosto pela arte e neste caso em particular, pelo teatro.

CAPITÃO MIAU MIAU

O Capitão Miau Miau leva-nos numa viagem de procura, descoberta e realização de sonhos, apresentando ao público três heróis que representam o Corpo, a Alma e o Espírito. O Capitão Miau Miau, o Gato Sapato e a Gata Felícia, ao aventurarem-se em direção à Fonte dos Desejos, aceitaram pôr em movimento os seus sonhos, acreditaram vir a encontrar uns peixes especiais, diferentes de todos os que já conheciam: Peixes Dourados! Para realizar aquilo em que acreditam, têm de ter um espírito livre, solto, sabedor, mágico… Precisam de uma alma aberta às memórias de um passado belo, maravilhoso, onde a música era doce e o amor tornava tudo perfeito porque todos eram iguais. Alimentaram os corpos para melhor se prepararem para uma estrelada noite de repouso em que os sonhos despertaram no Capitão Miau Miau a vontade de chegar à Ilha Misteriosa onde haveria uma Fonte Sagrada. Apesar da incerteza e de tudo o que tinham de passar, o Capitão Miau Miau e os dois amigos que escolheu para o acompanharem nessa aventura, não hesitaram.

APEADAS

Um funeral agendado. Três mulheres encontram-se numa estação de comboios animadas por uma mesma diligente
intenção: estarem presentes na despedida. Pela mão do temporal, uma árvore tombada sobre a via suspende o tempo
e a revelação toma o lugar da viagem: o homem para o qual acorriam fora, e era, para todas elas, o mesmo. As mulheres
medem-se umas às outras, comparam-se, reconstroem a narrativa na qual se descobrem facetas de uma vida na qual
não são protagonistas e, por fim, solidarizam-se. Na verdade, não se é protagonista na vida de outrem, nem o rumo dos
outros substitui o de cada um, por muito que se ame, por muito que se cuide, por muito que tal seja esperado. Pois que
esperem! E a ajuda pode vir também de um ferroviário. O amor, esse, pode ser agora. Um bilhete para a vida, por favor!

CAPUCHINHO VERMELHO

Publicada pela primeira vez pelo francês Charles Perrault e depois pelos Irmãos Grimm (da versão mais conhecida), o conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras sendo uma das fábulas mais conhecidas de todos os tempos.

Fernando Gomes inspira-se na conhecida série infantil Rua Sésamo, onde ele próprio participou como ator, para construir um divertido espetáculo destinado às crianças de todas as idades, tendo como pretexto a história da Menina do Capuchinho Vermelho.

São cinco divertidas personagens interpretadas por Ana Landum, David Granada, Isabel Ribas, Jorge Estreia e Luís Pacheco que aguardam ansiosamente a entrada do público para contarem e cantarem, através da dramatização e muitas canções, a conhecida história da Menina do Capuchinho Vermelho, a tal que não resistindo à sua enorme curiosidade e para cortar caminho, ao dirigir-se à casa da avó, esquece as recomendações dos pais e resolve atravessar a floresta. Mas o caminho mais curto nem sempre é o mais seguro…

 

NEM O PAI MORRE NEM A GENTE JANTA

Fernando Gomes presenteia-nos com uma versão de “Melocotón en Almíbar” de Miguel
Mihura.
Lisboa, lugar de camuflagem de uma falsa família de assaltantes que após um primeiro furto
a uma ourivesaria em Braga, planeiam outro assalto em Lisboa mas, quando se juntam três
mafiosos, uma ex-stripper, uma freira e uma porteira o resultado só pode ser uma paródia
total!

A ILHA ENCANTADA

Uma fantasia musical. Um espectáculo de Fernando Gomes.

Para escrever A Ilha Encantada, Fernando Gomes inspirou-se nos contos maravilhosos que ouviu em criança – há muitos, muitos anos atrás! – mas que o tempo não apagou da sua memória. Através do prazer e das emoções que as histórias proporcionam o “maravilhoso” sempre foi e continua a ser um dos elementos mais importantes da literatura destinada aos mais novos. A Ilha Encantada é contada em forma de lenda, uma tradição oral que, passando de geração em geração, narra acontecimentos fantásticos; contada e “encantada” uma vez que a música é uma presença constante neste espectáculo, uma maravilhosa Fantasia Musical. O público é convidado a entrar numa ilha misteriosa onde, o mar, a natureza, um barco, e o seu mais velho habitante, um simpático contador de histórias, recebe os visitantes e os convida a participar no jogo teatral do “faz de conta”. Assim, Actores e Público vão “desembarcar” no mundo das lendas, no mundo do teatro, no mundo dos sonhos, no mundo da Ilha Encantada!

“E conta a lenda que há muitos, muitos anos atrás, aqui não havia nada, só mar, um imenso mar, até que um dia, um pescador que ali andava a pescar, sentiu o barco a tremer, o mar a desaparecer e nesses mesmo lugar uma ilha viu nascer. E segundo conta a lenda, essa ilha era apenas habitada por animais de diferentes espécies e raças, mas todos se davam maravilhosamente bem uns com os outros. Todos! Até que apareceu um pirata e com ele… A Poluição! Tudo isto conta a lenda mas o mais que a lenda conta… não posso agora contar! Deixo isso para os Actores que no palco vão entrar. E com amor, com magia… A história da Ilha Encantada… a todos vão revelar! Preparem-se pois para uma viagem ao maravilhoso mundo das lendas… no mundo do teatro… no mundo dos sonhos… no mundo da Ilha Encantada!

PICOS E AVELÃ

“Picos e Avelã” é uma adaptação para teatro, por Paula Sousa, do livro “Picos e Avelã – À Descoberta da Floresta do Tesouro”, das investigadoras e psicólogas, Rute Agulhas, Joana Alexandre, Catarina Lopes. Um espetáculo que visa apoiar e responder às necessidades de professores e progenitores de modo a facilitar a abordagem do tema “proteção aos maus-tratos sexuais a crianças”. No contexto da prevenção primária do abuso sexual das crianças este projeto visa trabalhar a nitidez emocional e cognitiva das fronteiras entre o corpo da própria criança e o mundo exterior no qual ela se insere, particularmente no que diz respeito a ameaças contra o seu bem-estar e a sua integridade física.
Espartilhar a noção de “segredo” inserindo a diferença entre o bom e o mau segredo, situar o toque no seu corpo, delimitando o bom do mau toque, o privado do não privado, e empossar a criança dos critérios para dizer sim ou não em cada caso, bem como saber pedir ajuda a pessoas de confiança, são alguns dos elementos que o espetáculo põe em evidência, incentivando a sua apropriação pelos espectadores de idades mais jovens. Além de se revestir de uma dimensão necessária à pedagogia, não apenas escolar, mas familiar e social, esta abordagem é, no parecer da CPCJ de Sintra Oriental e do ISCTE (parceiros neste projeto), inteiramente nova e singular – segundo as investigadoras e psicólogas que criaram o material que serve de base a este trabalho, pouco mais há no panorama artístico performativo a nível nacional e europeu que incida na temática explorada. Esta peça já foi gravada em 2021 encontrando-se em fase de pós-produção e será apresentada até junho de 2022; contudo o Teatroesfera perante o trabalho artístico e de produção desenvolvido decidiu completar o projeto com a sua implantação para teatro, para o público escolar (durante a semana) e para o público geral (aos fins-de-semana). A estrear em abril mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância.

MULHER É TODO O MUNDO

“A epopeia das mulheres migrantes guineenses que estão em Portugal e sonham um mundo melhor, sem mutilação genital feminina e sem segregação em função de qualquer condição de partida.”

MULHER É TODO O MUNDO é um espetáculo de teatro e comunidade que pretende dar voz e corpo às preocupações e vivências das mulheres africanas e afro-descendentes, sobretudo de cultura guineense. Pretende-se contribuir para o empoderamento das mulheres. A partir da recolha de narrativas de várias mulheres construiu-se uma narrativa única com a história de cada uma e que traduz as suas experiências, as suas principais preocupações e as suas principais aspirações. Tornar as mulheres mais conscientes do seu poder na família, na sociedade, na política, contribui decisivamente para um mundo globalmente mais justo e para a sustentabilidade. A construção do espetáculo, bem como a escolha do elenco, pretende ser um caso de integração e diluição de diferenças bem sucedido, quer diferenças de género quer diferenças de culturas.

CHÁ E SIMPATIA

Porque nos faz falta rir, o Teatroesfera vai brindar o seu público com o espectáculo “Chá e Simpatia” de Fernando Gomes, uma comédia elegante, burlesca e musicada!
A história de um triângulo amoroso, nos anos 40, num enredo onde não faltam os habituais quiproquós. Uma divertida paródia à tradicional comédia à
portuguesa recheada com os temas musicais dessa época. Um espectáculo que é pura diversão por um elenco com vasto reconhecimento e qualidade artística.
“Chá e Simpatia” nasceu da necessidade de criar e disponibilizar um espectáculo para o público sénior, com quem o Teatroesfera tem vindo a desenvolver vários projetos ao longo dos anos, através de municípios e instituições.

RAZÃO LOUCA

“Razão Louca”, dramaturgia e encenação de Paula Sousa, a partir duma seleção de cenas que representam a linha estética preponderante do Teatroesfera, a propósito da comemoração dos seus 25 anos; um processo de pesquisa teatral e de instigação a novas dramaturgias, consciente da população que o rodeia e dos processos de identificação e reflexão necessários para comunicar com essa comunidade. Em “Razão Louca” evidencia-se a relação do humor, do sarcasmo, da ironia e do absurdo da própria realidade – onde a impotência do indivíduo face aos labirintos da lei e do poder se liga com o mais cómico desespero e onde situações do quotidiano são perturbadas por uma inesperada razão louca.

25 ANOS DE TEATROESFERA
A 29 de Março de 1995 o Teatroesfera nasceu, num grupo de atores que desejava aprender mais sobre a arte de interpretar, e que foi assimilando várias técnicas de trabalho de ator convidando/desafiando vários encenadores e as suas visões estéticas e artísticas. Foram progenitores do Teatroesfera: José Carretas, Fernando Gomes, Paulo Oom, Teresa Faria, Paula Sousa, João Ricardo, Almeno Gonçalves, Rui Luís Brás, Joaquim Nicolau, Ana Piu, Pepa Diaz Meco, Ricardo Neves-Neves, Francisco Brás.
Viveu sempre preocupado em comunicar cada vez melhor com os seus vários públicos e em fazer mais feliz a sua comunidade.
A certo momento, e naturalmente, a sua diretora artística Paula Sousa, que paralelamente dá formação no Ensino Artístico, assume a encenação de espetáculos e desenvolve, com o que absorveu, uma linha estética e ética, centrada no trabalho do ator privilegiando a comunicação com o público.
O Teatroesfera sempre escolheu comunicar através do Humor, sobretudo quando quer “falar de coisas sérias”. Em Razão Louca, que comemora os seus 27 anos, regressa ao seu início, com José Carretas, que não só encenou como também escreveu com Teresa Faria cenas extraordinárias, quer pelo seu humor inteligente e parvo, quer pela possibilidade de se poderem criar momentos insólitos e hilariantes sobre a condição humana e as realidades possíveis. Nesta dramaturgia também foram escolhidas cenas de David Ives, que apresentamos pela terceira vez ao nosso público, e nos continua a cativar pelo seu humor e visão, que nos faz cócegas no cérebro quando brinca com as palavras, o tempo, e novamente, as realidades paralelas.
E todos estes mundos só podem existir com este elenco de magníficos atores, os velhos companheiros Paulo B. e Isabel Ribas, há menos tempo Ana Landum, Jorge Estreia e José Nobre, e acabadinhos de se profissionalizar os prometedores Gelson Neto, Maria Claro e Tiago Ribas; e com a experiência e talento de Adriana Ribas, Luís Lopes e João Oom.
O Teatroesfera amadureceu, ultrapassou dificuldades, e agora está mais forte, unido, consciente do que quer, e cada vez mais empenhado em produzir riso, felicidade e boa companhia.
Viva o Teatro!
Os Esferas