A BELA E O MONSTRO

“Bela e o Monstro” é um musical de Fernando Gomes a partir do conto da romancista francesa Gabrielle-Suzanne Barbot, publicado em 1740, com inúmeras versões posteriores. É o mais encantado dos contos infantis.
Esta criação de Fernando Gomes à primeira vista é mais um musical, divertido, animado, colorido, com reviravoltas e surpresas visuais, muito suspense, grandes sentimentos e, claro, um final feliz, mas…
Mas a beleza desta história está na mensagem implícita, “o que é visível aos olhos pode ser enganador”! Atrás de uma imagem, de um rosto, de um corpo, do outro, existe um “eu” que é preciso descobrir e construir. E essa descoberta e construção só é possível numa relação de empatia, apoio, segurança e amor.
A Bela, não só na sua aparência mas intrinsecamente bela, consegue perceber e amar aquele que na sua aparência é um monstro e transformá-lo. Porque aceitou comunicar, relacionar-se com ele; sem se relacionar não haveria o conhecimento, e sem conhecimento atribuem-se significados apenas em função do nosso ponto de vista, do nosso preconceito. Mas a Bela não se limita à aparência física e descobre e ama aquele que afinal é o mais belo dos seres, e quando lhe declara o seu amor ele revela-se o mais belo dos príncipes.

OUTRAS PEÇAS EM CENA

A COMPANHIA – Lusíadas, o musical pimba

Uma companhia de teatro na bancarrota, decide levar à cena um musical, na tentativa de recuperar o público perdido.
O desafio: produzir «Lusíadas, o Musical” com temas de compositores incontornáveis tais como Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Rui Veloso, Xutos e Pontapés, Amália Rodrigues, etc…
Com a aproximação da estreia a companhia dá uma estrondosa conferência de imprensa, divulgando que o maior Musical da História do Teatro Português já tem data marcada!
Mas o que à partida parecia um sucesso garantido, rapidamente se transforma num pesadelo confirmado.
Sem dinheiro para pagar os direitos de autor dos músicos pretendidos, a companhia vê-se obrigada a avançar com as únicas canções cuja licença de utilização pôde pagar: MÚSICAS PIMBA.
Como reage o elenco a esta mudança?
Será que todos sobrevivem aos ensaios?
Irão eles conseguir estrear o espetáculo?
O que dirá a crítica?
A Companhia é um espetáculo hilariante e imprevisível do princípio ao fim, com doses massivas de loucura e música contagiante.
Uma sátira aos meandros das companhias teatrais portuguesas, que lutam diariamente para sobreviver.

OUTRAS PEÇAS EM CIRCULAÇÃO

BOT-ORTIS

“Quando os pais de Mia, apreensivos com a obsessão da filha em estar isolada nos seus jogos, procuram algum contacto com ela, o súbito convite de um ser virtual de inteligência artificial para participarem num jogo em conjunto, parece tornar-se numa oportunidade para partilharem uma tarde bem-disposta.

Atravessando as barreiras entre o mundo físico e o virtual numa espécie de “caça ao tesouro”, são conduzidos por Bot-ORTIS a enfrentar uma série de desafios, onde os seus conhecimentos e interesses particulares serão cruciais, e terão que trabalhar em equipa para superar as provas. Ao explorar este mundo digital, onde nem tudo é o que parece, habitado por NPCs (Non Playable Characters, Personagens Não Jogáveis) muito peculiares e divertidos, vão descobrir que há mais em risco neste jogo, do que parecia à primeira vista.”

Bot-ORTIS de Teresa Faria e João Oom e encenado por Paula Sousa e João Oom é sobre a família na era digital. A deficiente comunicação e a cada vez maior obsessão pelo mundo digital, e pelos jogos, no contexto familiar são dos maiores problemas da sociedade. O seu conhecimento, a sua consciência e a procura de mudanças é vital. Bot-ORTIS pretende demonstrar esta realidade e propor saídas, onde a complementaridade do mundo digital e físico seja possível e em harmonia.

As crianças de hoje já nasceram no mundo das tecnologias, são os nativos digitais, enquanto os seus educadores são uma espécie de imigrantes digitais. É entre estas gerações que o conflito da estória acontece.

Na sociedade em que vivemos, a recusa de um mundo em prol do outro é impossível, pois o futuro da civilização tem levado a uma convergência entre o físico e o digital.

A ESTREAR BREVEMENTE